Essa é a Frida, minha companheira de vida, locomoção, entregas Lá do Mato, voltinha e passeios.

Minha história com bicicleta em São Paulo começou há apenas 3 anos e nesse pouco tempo já vivi algumas aventuras e muitos bons momentos!

Vai de bike

 

Minha história com bicicleta em São Paulo começou há apenas 3 anos e nesse pouco tempo já vivi algumas aventuras e muitos bons momentos!

Minha primeira bicicleta de SP foi dada por uma amigo apesar de ter me levado para ótimos passeios eu ainda tinha aquela insegurança… bicicleta combina com São Paulo? Essa cidade “cinza” que foi feita para os carros.

A segunda foi emprestada de uma amiga, a insegurança vinha melhorando mas com uma pitada de “isso não é meu” até o dia em que fui atropelada. 🙁 Por uma moto que passou o sinal vermelho, numa bike emprestada, na Av. Faria Lima. Não foi nada grave mas aquela sensação de libertação que eu estava conquistando foi embora, e aquele questionamento de “SP não foi feita para quem quer andar de bicicleta” se instalou por um bom tempo na minha cabeça mas não no coração

A terceira foi uma MTB, que veio junto com meu companheiro de vida, aos poucos e juntos fomos pedalando por ai, até aquela sensação de liberdade ser instalada novamente na minha cabeça, e o meu coração já estava rendido, querendo encontrar o par de duas rodas perfeito.

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Durante as minhas buscas meu coração acelerou mais rápido por essa magrelinha, creme e delicada. Foi amor a primeira vista, eu (confesso) que olhei para outras, procurei muito alternativas mais práticas, com mais marchas, mais robustas e atá mais baratas, mas nada me tirava a magrelinha da cabeça, por fim dei o nome, e assim como Gaia entrou na minha vida, Frida chegou… primeiro o nome, depois o sonho, e por último ela de fato comigo.

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Lembro de ter passado alguns meses a amando platonicamente até eu ter o cacife para ir buscá-la. Lembro que desde a primeira vez que a vi imaginei um girassol lindo a enfeitando, e assim foi por um bom tempo, hoje ela veste uma rosa vermelha, porque ela é Frida e não existe Frida que não seja comunista. Lembro da primeira voltinha que dei na Augusta, lembro do meu primeiro passeio sozinha. E do medo que eu sentia e que aos poucos foi transformado em segurança de estar ao lado de algo que me faz bem, que me leva para todos os lugares, que me faz parte da cidade, que não agride e que me permite ser livre.

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Vá de bike! Olhe e participe da cidade, ela é tão linda do lado de fora do carro… tem tantas coisas que hoje percebo e que vejo que antes não via, seja o calor do sol, ou o ventinho gelado do outono, as folhas secas enfeitando o caminho, os buracos que te fazem sempre estar de olhos abertos, as flores colorindo o trageto,a simpatia dos ciclistas, o coração que bate acelerado e o suor que te dá aquela sensação de dever cumprido. Aproveite, a vida não é curta pra não aproveitar a cidade linda que é SP. <3